É uma bica curta, se faz o favor.
Na chávena da porcelana mais grossa que tiver aí a aquecer por cima da máquina.
Desculpe, pode bater com o pires no balcão para ouvirmos que é de loiça e
depois, se não for pedir demais, atire-lhe com a colher para se escutar o som metal
a bater no vidrado? Muito agradecida.
Quero meia dose de filetes com
arroz de tomate. Para comer aqui. Ali, melhor dizendo, corajosamente na esplanada.
Sim, sou só eu. Eu e comida que não foi feita por mim ou que não vem suada e
mole numa caixa de plástico. Para beber? Champanhe, por favor. Impõe-se um
brinde.
Uma cotovelada. Uma imperial. Uma
distância social suficiente para desvendar o rosto a rostos amigos. O líquido
gelado a descer pela garganta com a sensação de libertação que o tempo quente traz.
Tal como o Verão sabemos que este desconfinamento é efémero. Vamos desconfiando
e desconfinando.

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